Esperar contra toda a esperança

23-02-2015 21:59

O casal da Equipa Coordenadora Nacional de Encontro Matrimonial, Cristina+Zé Flores, convidados a dar o seu testemunho na Universidade Católica, em Lisboa.

“Esperar contra toda a esperança” foi o tema das XXXVI Jornadas de Estudos Teológicos da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, Lisboa, que decorreram em fevereiro 2015.

«Cristo [é] a nossa esperança» (1Tm 1,1)  - Foi o lema das Jornadas

E na divulgação das Jornadas a explicação/justificação era  baseada nesta afirmação.

Assim, podíamos ler:

“Eis uma afirmação que brota do coração da experiência cristã:
N’Ele se encontram razões para a esperança; 

N’Ele a esperança é anunciada e construída; 

N’Ele é possível esperar com os outros e para os outros.

 

As Jornadas de Teologia seguiram este mesmo itinerário: 

Da esperança que encontrámos à sua profecia no hoje da história; 

Da esperança que nos anima à sua vivência eclesial e comunitária. 

Porque peregrina no tempo e no mundo, a Igreja continua a «esperar contra toda a esperança» .

cf. Rm 4, 18

 

Depois dos agradecimentos à UCP e da apresentação, o casal Cristina+Zé Flores conduziram a sua intervenção através de cinco pontos, cujo resumo aqui nos deixaram:

1.      Autonomia aos novos casais

Problemas sentidos no relacionamento dos noivos com pais e sogros, levou-nos a desenvolver, no CPM, um tempo próprio em que alertamos os pais/sogros para a necessidade de dar autonomia aos novos casais.

2.      Testemunho de casal aos noivos

Como casal sentimos o gosto de dar testemunho aos noivos de que podem acreditar no casamento e que podem vivê-lo em alegria e liberdade, independentemente das dificuldades que vão surgindo.

3.      Redescoberta do amor do casal

O objetivo fundamental que hoje mais nos envolve consiste em melhorar a relação dos casais, através de uma comunicação mais aberta e responsável, dando sentido ao amor em casal.

4.      Amor de aliança é um sinal que só pode ser vivido numa comunidade

Diferença entre uma “relação de contrato “e uma “relação de aliança”. Numa relação do tipo aliança somos mais do que apenas duas pessoas que estão comprometidas uma com a outra. A nossa relação, ao tornar o amor visível, é sinal.

 5.   Relação de casal como comunidade de amor

O casal transporta em si a marca de uma autêntica comunidade de amor, sendo chamado, tal como a Igreja, a aproximar-se das pessoas, a ser misericordioso, amoroso, perdoando e preocupando-se com os outros e sendo convidado a transmitir essa experiência.

 

Todos agradecemos o desafio da UCP a EM, salientando o interesse da cooperação em áreas que às duas instituições tanto dizem.

Orgulhamo-nos com a presença e colaboração de EM na UCP, em Jornadas tão significativas e de tanta importância na sociedade atual.

Ao casal Cristina+Zé Flores ficamos  gratos pelo seu testemunho e pela representação de EM.